Cildo Campos Meirelles (Rio de Janeiro RJ 1948). Artista multimídia.
O surgimento de Cildo Meireles, como um dos mais significativos artistas brasileiros de sua geração, coincide com o fechamento político provocado pela promulgação do AI-5, em 1968, e o conseqüente desenvolvimento de propostas mais conceituais.Nestes anos de censura, medo, e silêncio, que se seguiram à promulgação do AI-5, Cildo Meireles destacou-se por uma série de propostas política e socialmente críticas, como por exemplo, seu trabalho em carimbo em notas de um cruzeiro: “Quem matou Herzog?”, de 1975. Uma mensagem explícita, ainda que anônima, de sua visão da arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade. Motivo pelo qual costumava gravar em seus trabalhos deste período a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”, ressaltando a problemática do direito privado, do mercado e da elitização da arte. com uma obra que busca sempre sua condição limite, criando espaços de tensões e se desenvolvendo como uma investigação sistemática sobre o caráter e a função da arte, assim como o papel do artista e sua inscrição num circuito sócio-cultural.Com vários trabalhos expostos no museu vale do rio doce, estação pinacoteca,em exposições na Europa.
Cildo Meireles concebe o espaço como um lugar de convergência do real, do simbólico e do imaginário. A matriz conceitual, da qual o artista parte, leva-o a inscrever enunciados políticos nos objetos e práticas cotidianas, trazendo à luz metáforas sobre relações de poder. Esse procedimento tornasse evidente no Projeto cédula (Quem matou Herzog?), que integra a série histórica Inserções em circuitos ideológicos, no qual o artista grava em notas monetárias, que depois devolve à circulação, a pergunta sobre o jornalista assassinado durante a ditadura militar brasileira.
Uma exposição no Itaú Cultural, na avenida Paulista, traz uma obra diferente: uma escultura sonora inédita, que foi idealizada pelo artista multimídia Cildo Meireles nos anos setenta.
Um documentário foi feito a partir das obras e da vida de Cildo Meireles o nome é "Cildo", de Gustavo Moura,
O som é um dos pontos fortes do documentário. Obras sonoras de Meireles, como a pouco conhecida "Liverbeatlespool" (2004), produzida especialmente para a Bienal de Liverpool, e "Sal sem Carne" (1975), um dos trabalhos mais políticos do artista, ganham tratamento destacado na produção.
O som é um dos pontos fortes do documentário. Obras sonoras de Meireles, como a pouco conhecida "Liverbeatlespool" (2004), produzida especialmente para a Bienal de Liverpool, e "Sal sem Carne" (1975), um dos trabalhos mais políticos do artista, ganham tratamento destacado na produção.




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